13.12.09

Do que sobra


Não sai. As frases perdem-se antes de chegarem ao papel, a dificuldade está enorme. Parece que tudo está congelado, petrificado aqui por dentro. Não há foco nem advérbio que defina um tempo exato. São dois celulares ligados conectados ao mundo externo, desrespeitando o silêncio que a noite exige, a disposição necessária para o segundo posterior. Não chega a ser vazio, mas também não arrepia. É um acúmulo, quase sufocante, de texto. É mais um dia louco de dezembro.

8 comentários:

Filipe Garcia disse...

Alguma coisa saiu, disso que sobra. É a falta que cria.

Noh Gomes disse...

A dança das palavras ao vento, vivo isso sempre, gosto das sobras, do que acho que ninguem vai ler,são os melhores.


bjo

Poeta69 disse...

Sempre há algo que sai...

Jaya disse...

"Parece dezembrooooo de um anoooo douradoooo..."

Haha.

É época bonita. Linda. Com palavras em ebulição por dentro, e só.

Matheus N. disse...

resguardados. dezembro inteiro dentro de mim, louco. que me venham os pretextos ahhh :*

Byers disse...

Muito bom moça!

Tratou da angústia do branco no papel, da (insonia seria?), da nossa contemporaniedade que não nos deixa um minuto a sós, para termos uma reflexão, ponderação, inspiração!

=D sempre muito bem!

Marguerita disse...

Tcháu, dezembro!
Xô angústia...
aff...

BJs

Thomaz Ribeiro disse...

É muito angustiante quando se tem tanto para falar e não se consegue passar para o papel.