25.6.08

Mais vale o meu pranto, que esse canto em solidão.

Nessa espera o mundo gira em linhas tortas

No meio de idas e vindas, nunca tinha me deparado com um ir tão dolorido. Ver o passageiro cheio de lágrimas nos olhos, dilatando o coração para abrigar todo aquele amor transmitido em abraços, me escancarou uma vida pedindo troca de bateria. Esse mesmo passageiro compraria um mundo para manter-se inerte, para não lançar vôo. Despedida e perdas quebram os meus saltos. Despedir-se de um grande amor, mesmo que provisoriamente, me traz pânico.
Durante essa tontura de sentir intranqüilo, estava onde não desejava e com um terço da minha capacidade respiratória. O que mais pulsava era a vontade de pegar o primeiro avião e ir a qualquer canto do mundo, longe de mim. Longe de promessas de felicidade, de crises do pânico e transtornos de ansiedade, longe das perdas. Sair de perto dessa saudade que não é samba e sim amarga. Ir atrás do meu sorriso.
O remédio está fazendo efeito e minha impotência me traz náuseas.

Hoje, eu só preciso sair de mim e esperar a sua volta.

5 comentários:

Juliana Caribé disse...

Esses momentos de espera de nós mesmos são doloridos. A gente pensa que não vai chegar nunca mais, que nos perdemos de nós e dos outros para sempre...
Dói mesmo.

Beijo.

Leandro BLuz disse...

Momentos melancólicos, não?

Mas fazem parte da vida né...

Beijos

Aline Romero disse...

A vida é bela, Clara.
Nenhuma espera é eterna... E as vezes a tristeza se faz necessária...
Fica feliz de novo? :)

Camilinha disse...

Tem certas coisas que ardem tanto na gente que nos deixam mais perto da vida...

... também é bom, viu?!

beijos daqui...

Narradora disse...

Saudade em dor...coisa física, mais copórea que topada.
Ai, ai...
Bjs