19.8.08

Enquanto discutia-se sobre vulcão estramboliano (sim, isso existe), minha cabeça ia longe, voava por ares pouco rarefeitos.
Estava com vontade de vir aqui só para extravasar a minha descoberta: você me dá sorte.
Você me descobriu através das palavras. Minhas idéias desconexas e meu sentir gritante te enlaçaram, chegaram ao ponto certo. Eu nem sabia, mas já imaginava a tua existência.
Chegasses até mim com um poço de intensidade transbordando. Me assustei – estava acostumada a disfarçar minhas palpitações, abafar meus gritos e apenas doar energia. Aos poucos fui reaprendendo a dança,o passo livre, a voz aguda. Tive que me expandir para captar tua energia mágica e reciclar a minha para que ela sempre estivesse disponível para você. Trocamos luz, música, confissões delicadas e poesias. Você e o seu violão condicionado à baladas românticas, eu e meus fonemas tradutores nos reunimos em uma afinidade rara, fraterna.
As tantas características semelhantes não parecem necessárias frente ao carinho e a confiança surreais construídas ao longo desse pouco tempo. Pouco, essa palavra contradiz a nossa sede pelo muito, então fiquei pensando: só poderia ter sido desse jeito. Só poderia ter sido através da poesia o nosso laço sanguíneo. Vivemos de arte, procuramos estrelas cintilantes e temos um ao outro para não nos esquecer da nossa essência. Tudo isso ao som de blues.
Obrigada por ter entrado na minha vida.

* É porquê eu disse que escreveria pra você.

8 comentários:

Sunflower disse...

Ah, clara, tu escreves umas bonitezas que a gente fica assim sem saber o que dizer. Amizade é bom, que bom que tu tens um pra colorir nos fonemas que escreves.

beijaaa

Marcelino Rodriguez disse...

Bom texto menina. Consolador saber que ainda há poucas, raríssimas almas poéticas no mundo de ferro. Visite-me e voltarei.

Polly disse...

Sabe, da vontade de viver tudo o que escreve. É como se eu imaginasse alguém contado meu futuro. E que futuro!
Seu blog é cheio de amor, sem ser piegas!É o que mais visito ultimamente, é o que mais me identifico, tão feminino, tão meu!
"Clara" suas palavras, um sentimento universal, meu sentimento universal "claramente" exposto!

Leandro BLuz disse...

Concordo com o Sunflower:

Tu escreves umas bunitezas que a gente fica assim, sem saber o que dizer !

Beijos

*Lusinha* disse...

É tão bom quando encontarmos alguém para compartilhar essas coisas e que nos inspira assim...
Bjitos!

Gabriele Fidalgo disse...

É. Umas bonitezas que a gente fica assim, saber o que dizer. :)

Resumindo: Você é foda, clara!

:**

Filipe Garcia disse...

Oi Clara,

fico espantado de ver como seus versos se parecem com os meus. E nisso eu fico feliz porque sou fã dos seus escritos (talvez pela afinidade que percebo, rs). O fato é que parece que temos o mesmo fim: falar de um romantismo sereno, existente, persistente. Mas não é coisa grandiosa. É coisa sutil, de pequenos atos, de poucas palavras. E é assim que você me afeta, poetisa. Com esse seu charme de fazer poesia com as palavras.

Beijo

André Souza disse...

Sem lirismos e vocábulos complicados de dicionário:

Temos tudo a ver, parceira.

Você tá no meu coração, luz que não se apaga. O resto eu te digo durante a vida..

Um beijo no coração, de alguém que lê todas tuas entrelinhas..