9.11.09

Espero que você saiba:

quando a vontade não é realizada, cristaliza-se e não dissolve. Pesa. Pois bem, agora que sabes o meu real peso, chegue à minha porta e entre, pode até não pedir licença e nem atinar para o que seja doce, do lado de dentro, mas me arranque dessa cama, com as mãos meladas de vida. Você pode melar meu corpo inteiro, deixar marcas de um passado aquarelado na minha blusa branca de marca e ressuscitar as minhas necessidades. O mundo seria outro e eu esqueceria essa sensação de viver aos poucos, quando desse. Aí a gente iria onde o sol acompanhasse, com aquele meu sorriso de primavera e teus olhos de outono.

Eu não queria nada demais, só impulso.

As poesias ficariam por minha conta.

Você me pega pela mão e me tira daqui.

Me pinte com tuas cores e me envolva com tuas histórias.

Vai, abre a porta e me atira em você.

Eu só quero poder dizer, sem medo, que.





* Abri a porta
, te

2 comentários:

borboleta disse...

é uma sensação parecida com a das asas que a gente tava falando agora... a de acordar e se deparar com o 'que seja doce' da porta de dentro do teu quarto, do dentro da tua vida!

Gabriele Fidalgo disse...

eu não mudaria nenhuma palavra desse texto maravilhoso, clara!

tão, tão verdade isso.

ADOREI!