28.4.10

Te escrevi quatro páginas de amor
ontem,
bêbada.

Amor tem disso, sai flu
indo
pelas
canetas.
Hoje, sóbria,

rasguei.
Você não cabe nos meus versos.

10 comentários:

Jaya Magalhães disse...

Praticamente a história da minha vida. Tirando a ebriedade. É apenas inconstância.

Nunca consegui fazer ninguém caber em versos.

André Luiz disse...

Sóbria você teria rasgado as ideias
antes de levá-las ao papel. a gente sempre rasga. as vezes fico procurando restos rasgados de papel pra reconstruir e ter certeza de que eu devia ter posto fogo.

borboleta disse...

eu nunca rasgo. na verdade, eu sempre remeto. eu tenho uma idéia na cabeça: coisas escritas precisam ser remetidas, afinal, daqui a dez anos é tão bom encontrar dentro de uma caixa, uns papeis nostálgicos, ainda que na época não tivesse valido a pena. Minha outra idéia é: queria ser dona do acervo do mundo de coisas escritas e não remetidas. imagine a danação, em todas as linguas e em vários tons vou até escrever sobre isso no meu blog depois.. hahahaha. maguinha linda

Nasca disse...

'.. mas não te dizer o que eu penso, já é pensar em dizer..' a gente sabe.

Carolina disse...

desculpa te dizer, mas a verdade costuma estar mais presente em momentos de embriaguez...

amei.

beijos!!

Jaime A. disse...

O amor e sempre tão lindo quando se sabe escrevê-lo. É o seu caso: quem se ama nunca cabe nos nossos versos, mas não deixa de ser bonito tentar... :)
Gostei muito do seu blogue, vou passar a visitá-lo.

Tarcísio Buenas. disse...

de volta à realidade - rs

bj

Clarissa Cor disse...

quem não cabe nos versos é vc mesma, Clara. Transborda. beijos

aluisio martins disse...

seu estilo é único e gosto muito
adorei

Tiel Lieder disse...

Continue a escrever
teus versos
e amores
até que todo o
mundo
neles se encerre
e do amor ébrio
flua
a mais lúrida
e lucida
poesia