20.1.12

Da coisa que é qualquer coisa

Você abre os olhos e uma moleza toma o corpo
Um buraco irá se abrir a qualquer instante
e vai doer
Falta ar
Um aperto
A vontade de sentar do lado de fora do mundo
e chorar
só chorar
a irritação e tristeza do dia
Aquela vontade de poesia
e as perguntas que nunca chegam com as respostas embrulhadas
Uma vontade louca de botar pra fora
De sair rasgando o papel 
com frases impensadas
Essa falta de riso
Esse frio
O tempo que não passa
As frases, as letras


Aí tudo vira bloco
Pele, papel, celular, guardanapo
Essa vontade de sair rabiscando o mundo

2 comentários:

Flávia disse...

O mundo faz mais sentido assim, rabiscado, quando a gente vira nosso rascunho mais bem-acabado.

Lai disse...

Essa poesia é qualquer coisa de bacana…